Almirante Othon afirma que sua prisão serve a interesses externos

Almirante Othon afirma em sua primeira entrevista após ser solto através de Habeas Corpus, que sua prisão serve a interesses externos

O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva é responsável pelo programa nuclear brasileiro e por projetos de extrema relevância à soberania da nação, como o submarino nuclear e a centrífuga de enriquecimento de urânio com metodologia 100% nacional, e foi preso por ordem de Sérgio Moro na Operação Lava Jato, acusado de ter recebido propina das empreiteiras.

Após 2 anos de prisão, sofrendo humilhações e sem poder se defender em liberdade tentou tirar a própria vida, tendo sido levado às pressas ao socorro médico, que conseguiu reverter a situação crítica.

Almirante Othon afirma que sua prisão serve a interesses externos
Almirante Othon, pai do programa nuclear brasileiro

Segundo o 247 em sua primeira entrevista após a Lava Jato, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, responsável pelo programa nuclear brasileiro, falou à Carta Capital e afirmou que é inocente de todas as acusações que levaram à sua condenação a 43 anos de prisão pelos supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, embaraço a investigações, evasão de divisas e organização criminosa nas obras de construção da usina nuclear de Angra 3. Segundo ele, sua condenação interessa sobretudo “ao sistema internacional preocupado com o fortalecimento de um dos países integrantes dos BRICS. “Os brasileiros transnacionais, muito provavelmente, ficaram satisfeitos com o meu processo e a minha saída do cenário”.

Segundo o almirante, os “brasileiros transnacionais são aqueles que, embora tenham nascido neste belo país, gostariam de ser cidadãos de outros países, em particular dos Estados Unidos. Não dão importância aos grandes problemas e desafios nacionais, não se preocupam em resolvê-los e, às vezes, em proveito próprio, não se importam em agravá- los. Minha condenação interessa ao sistema internacional contrário aos BRICS”, afirma.

Responsável por uma das mais bem sucedidas experiências mundiais “na viabilização, com tecnologia nacional, do enriquecimento isotópico de urânio e de todas as demais etapas do ciclo do combustível nuclear” e no desenvolvimento e instalação nuclear para submarinos, incluindo a fabricação, no Brasil, de todos os equipamentos e componentes necessários” Othon também gerenciou “a definição do mais moderno programa de construção de centrais nucleares e armazenamento de rejeitos”.

“Esse programa provocou grande impacto no cenário internacional. Uma evidência disso é o fato de eu ter recebido, em um mesmo dia, na sede da Eletronuclear, as visitas do subsecretário de Energia dos Estados Unidos e do ex-primeiro-ministro da Rússia e presidente da empresa estatal de energia atômica Rosatom, Sergey Kiriyenko”, destacou.

É sabido por muitos que a Lava Jato não tem a missão de extirpar os corruptos do poder e da sociedade, se assim o fosse, muitos políticos e agentes públicos pegos em flagrante delito já estariam presos, mas, diferentemente da operação “Mãos Limpas” italiana, que retirou a máfia do poder, a Operação Lava Jato colocou no poder os corruptos que não tem mais como esconder seus graves delitos.

O almirante Othon foi condenado a morrer na prisão por Sérgio Moro, com a conivência dos militares, mas através de um habeas corpus foi solto no dia 11/10 e está em sua residência.

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