Dividir para conquistar

Dividir para conquistar essa é a tática mais comum dos predadores para atacar as presas mais vulneráveis, basta observar na natureza como fazem os carnívoros, eles dividem as manadas deixando os recém nascidos ou doentes à mostra – e assim agem os homens de guerra, seja no campo político ou militar. Para conquistar é preciso que estejam divididos, dispersos em porfias vãs, deixando o país mais vulnerável. Estamos divididos entre “esquerda e direita, ainda que, apenas no imaginário popular, o que garantiu o golpe contra a nação, e a continuidade do golpe nessa guerra híbrida provocada pelos EUA

Sun Tzu escreveu seu livro de estratégia militar, “A arte da Guerra”, durante o século IV a.C. Dois mil e quatrocentos anos depois o livro é utilizado por muitas empresas para motivar seus funcionários, inclusive com palestrantes que citam seus trechos como versículos bíblicos, na intenção de transformar os colaboradores em “caçadores de metas” . Mas o livro está longe de ser motivacional ou de autoajuda, trata-se, na realidade, de estratégia militar que Tzu colocou em prática e repassou para imperadores e generais, desde como escolher os mais bravos e astutos guerreiros, até como destruir os inimigos e chegar à vitória. Dentre suas estratégias a principal era “dividir para conquistar”.

Segundo o poeta Homero, na mitológica guerra de Troia, Menelau fingiu ter colocado seus guerreiros em fuga, e os troianos foram festejar dentro de suas intransponíveis muralhas. Enquanto isso, o grego Menelau fabricava um grande cavalo, colocou dentro seus melhores guerreiros e o deixou ás portas de Troia como presente pela vitória. Os troianos embriagados aceitaram o presente colocando-o dentro de suas muralhas. À noite, aproveitando que todos dormiam embriagados, os gregos saíram do cavalo matando os troianos e ateando fogo em Troia, vencendo a guerra de 10 anos. Ou seja, há momentos de vulnerabilidade, e são esses momentos que os predadores se aproveitam para conquistar e destruir.

No livro de Mateus está escrito: “Mas, ouvindo isto (as curas e milagres de Jesus), os fariseus responderam: “É por Beelzebul, chefe dos demônios, que ele os expulsa”.
Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, disse: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir”.
Mateus 12:24,25“.

Em outra passagem seus seguidores descobriram infiéis e neófitos curando e expulsando em seu nome, e foram lhe reclamar. Neste momento Jesus diz: “Quem não é por mim é contra mim, quem comigo não ajunta, espalha” (Lucas 11.23). A ilustração empregada por Jesus na segunda frase do provérbio vem do trabalho de ajuntar (ou espalhar) um rebanho, ou uma colheita. Ele afirma estar do lado de Deus e diz que aqueles que não estão do lado dele são inimigos de Deus. Quem não está com Jesus, está com Belzebu. “Quem não ajuda, atrapalha”.”deixem que o façam, pois se fazem em meu nome não estão contra mim. Talvez esses provérbios tenham surgido do conhecimento do livro de Tzu, que fez com que as palavras de Jesus Cristo atentassem para essa grande verdade.

A estratégia Militar de Sun Tzu” é um tratado militar escrito durante o século IV a.C. pelo estrategista conhecido como Sun Tzu. O tratado é composto por treze capítulos, cada qual abordando um aspecto da estratégia de guerra, de modo a compor um panorama de todos os eventos e estratégias que devem ser abordados em um combate racional. Acredita-se que o livro tenha sido usado por diversos estrategistas militares através da história como Napoleão, Zhuge Liang, Cao Cao, Takeda Shingen, Vo Nguyen Giap e Mao Tse Tung.

Desde 1772 existem edições europeias (quatro traduções russas, uma alemã, cinco em inglês), apesar de serem consideradas insatisfatórias. A primeira edição ocidental tida como uma tradução fidedigna data de 1927.

A Arte da Guerra foi traduzido para o português por Caio Fernando Abreu e Miriam Paglia (1995).

Com seu caráter sentencioso, Sun Tzu forja a figura de um general cujas qualidades são o segredo, a dissimulação e a surpresa.

A arte da guerra no contexto atual
Esquerda e Direita – imagem de arquivo
A grande mídia nacional (é possível verificar através da internet) criou todo um clima de divisão alimentando o discurso de ódio e direcionando-o ao partido político e seus agentes que estavam no poder havia 12 anos. Democraticamente não conseguiriam, então, tiveram que dividir para conquistar.
Óbvio que a mídia defende interesses externos, basta notar que, estão levando nossas riquezas como espólio de guerra, enquanto ela apóia sem o mínimo de desfaçatez, ao comentar como se PRIVATIZAR fosse benéfico ao país. Os militares que apoiam a subserviência aos EUA são traidores, e merecem prisão perpétua, assim como todos que compactuam com o golpe
Há quem não consiga chegar a um pensamento crítico mais profundo, acompanhar mentalmente passo a passo como as coisas aconteceram, desde os primeiros movimentos até a queda de Brasília, e afirmam que é “luta de classe”, e a creditam piamente que no Brasil temos pessoas comuns (proletários) de direita e de esquerda. É muita ingenuidade acreditar que as turbas que se levantaram (o clamor popular) contra Dilma e contra o PT eram apenas as elites. Muita gente que se juntou aos movimentos criados especificamente para retirar o partido dos trabalhadores do poder através do golpe, são assalariados, e foram cooptados através do apelo midiático, os movimentos lesa-pátria e fascistas, políticos surdos que escutaram apenas essas vozes dissonantes, e celebridades analfabetas. Agora, esses brasileiros precisam acordar.
É impossível um/a trabalhador/a ser de “direita” ou de “esquerda”, porque ele não sabe o que é direita no campo político. Eles não têm informação para isto. Nem os que se dizem de esquerda, muitas vezes, não sabem o que estão defendendo. No Brasil, onde despreza-se livros, 80% não sabe o que vem a ser liberalismo, socialismo, fascismo, anarquismo, comunismo e outros movimentos políticos. Ele vai na onda da mídia, dos coreógrafos e das celebridades porque eles têm poder de influenciar.
De uma coisa eu tenho certeza: ou fazemos campanhas para unificar o país ou de nada adianta os esforços para retomarmos nosso país de volta. Talvez quando eles cansarem de violentar nossa soberania, entreguem novamente ao povo, as futuras gerações, para cuidar do que sobrou, se é que vai sobrar alguma coisa além do ar que respiramos.

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