Governadores liderados por Camilo Santana repudiam chantagem e prometem ação contra Carlos Marun Carlos Marun - fiel escudeiro de Eduardo Cunha - está chantageando os governadores para apoiarem à reforma da previdência

A reforma trabalhista de Temer para beneficiar o patronato já foi. Uma cambada de deputados e senadores inescrupulosos, quem pensa apenas em seus interesses (e em seus bolsos) aprovaram, e Temer sancionou, a reforma escravagista que já resultou na demissão de 12 mil empregados com carteira assinada apenas neste mês de Dezembro, época em que o mercado está mais aquecido. Imagine, caro proleta, quando o mercado arrefecer.

Agora, o presidente faz-de-conta — que se move de acordo com o interesse desse mercado, quem de fato governa o país –, envia o deputado e hoje ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (o deputado que dançou cantando uma paródia da música de Benito de Paula na cara dos brasileiros no engavetamento das denúncias contra Michel Temer), para chantagear os governadores para que apoiem a reforma da previdência, o que acabará de vez por enterrar os direitos adquiridos com tanta luta. Mata-se o trabalhador e agora tentam o mesmo com aposentados e pensionistas. Leia matéria do 247 e veja entrevista do governador do Ceará, Camilo Santana sobre o assunto.

“Os governadores do Nordeste divulgaram uma carta pública, nesta quarta-feira, em que condenam a chantagem de Carlos Marun, indicado por Eduardo Cunha, da prisão, para ser o articulador político do Michel Temer; Marun afirmou que só terão empréstimos da Caixa os governadores que conseguirem votos pela reforma da Previdência; “Se eu fosse presidente, demitiria esse ministro hoje mesmo”, disse Camilo Santana, governador do Ceará; confira o vídeo”.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), anunciou nesta quarta-feira (27) uma carta de governadores do Nordeste contra o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB). “Se eu fosse presidente, demitiria esse ministro hoje mesmo”, disse Camilo à rádio Tribuna Band News FM, sobre a pressão do governo Temer para aprovar a reforma da Previdência.

Marun afirmou ontem que governadores interessados em receber recursos federais ou financiamentos junto a bancos públicos terão de ajudar o governo Temer a aprovar a reforma na Previdência.

“Isso é uma vergonha. Resumindo: ‘só libero teus empréstimos se orientar seus deputados a votarem a favor da previdência’. Já mandei recado, dizendo que não conte com governador Camilo”, afirmou o chefe do Executivo cearense.

A “reciprocidade” pedida pelo ministro de Temer desagradou governadores. Segundo Camilo, os líderes dos estados estão assinando uma carta ao presidente Michel Temer “dizendo que é inadmissível essa forma de fazer política no Brasil”.

Camilo lembrou ainda a pressão afeta especialmente governadores cujos estados passam por crise financeira e dependem de ajuda, como o Rio Grande do Norte.

Leia, abaixo, a carta divulgada pelos governadores do Nordeste:

Os governadores do Nordeste vêm manifestar profunda estranheza com declarações atribuídas ao Sr. Carlos Marun, ministro de articulação política. Segundo ele, a prática de atos jurídicos por parte da União seria condicionada a posições políticas dos governadores. Protestamos publicamente contra essa declaração e contra essa possibilidade, e não hesitaremos em promover a responsabilidade política e jurídica dos agentes públicos envolvidos, caso a ameaça se confirme. Vivemos em uma Federação, cláusula pétrea da Constituição, não se admitindo atos arbitrários para extrair alinhamentos políticos, algo possível somente na vigência de ditaduras cruéis. Esperamos que o presidente Michel Temer reoriente os seus auxiliares, a fim de coibir práticas inconstitucionais e criminosas.

Governadores do Nordeste

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