Internet: Porque devemos ignorar provocações nas redes sociais e como ganhei 100 mil seguidores no Twitter

O ódio propagado nas redes sociais

A primeira rede social criada na web data de 1995. O site classmates.com foi muito utilizado no Canadá e nos Estados Unidos. O objetivo da rede social era conectar amigos de colégio ou da faculdade, mas, para ter acesso ilimitado ao site, o usuário precisava pagar uma taxa.

Em 2004 a rede social Orkut foi lançada pelo indiano Orkut Büyükkökten com o mesmo objetivo: conectar amigos da faculdade e familiares, mas com a demanda de internautas crescendo, a rede foi aberta ao público em geral. Vendo o crescimento estrondoso do Orkut, a gigante do setor, Google.com (que já fazia sucesso com a plataforma gratuita de blogues), comprou-a e abriu sua plataforma ao mundo. No início não havia em língua portuguesa, mas logo foi criada em todas as línguas porque ganhou o mundo.

Estava nascendo um novo meio de comunicação, e por falta de controle, surgiram milhões de grupos, desde científicos e políticos para debates até os de encontros sexuais, com imagens e vídeos de sexo e nu frontal ilimitados, à disposição de todos.

O twitter foi criado em Março de 2006 por Jack Dorsey, Evan Williams, Biz Stone e Noah Glass, e foi lançado em Julho de 2006 nos EUA. A ideia inicial dos fundadores era que o Twitter fosse uma espécie de “SMS da internet” com a limitação de caracteres de uma mensagem de celular. Inicialmente chamada Twttr (sem vogais), o nome da rede social, em inglês, significa gorjear. Desde sua criação, o Twitter ganhou extensa notabilidade e popularidade por todo mundo. Algumas vezes é descrito como o “SMS da Internet”, e seguindo a onda de sucesso das redes sociais, em fevereiro de 2004, em Cambridge, Massachusetts, EUA, Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Eduardo Saverin, Andrew McCollum E Chris Hughes lançaram o Facebook.com, que ganhou fama de “elite” e desbancou o Orkut, que encerrou suas atividades em 2013.

Eu fui um dos primeiros a abrir conta no Orkut, em 2004, e logo depois no Twitter, em 2007, e migrei também em 2007 para o Facebook. Em 2006 houve a primeira batalha no ringue político do Orkut, onde havia muitos desinformados pela mídia conservadora, que atacava diuturnamente o governo Lula, desde 2003. Nessa luta cibernética íamos até às 3:00hs das madrugada, mesmo tendo que acordar às 6:00hs para trabalhar.

Claro que não haviam grupos fascistas como vimos hoje, mas havia muita gente desinformada e manipulada, pelas mídias conservadoras, que nós abríamos os olhos. E assim, Lula ganhou com folga as eleições de 2006.

Como ganhei 100 mil seguidores no Twitter

Antes de abrir contas nas redes sociais eu tinha um blogue muito famoso chamado Bodegacultural.com. Os conteúdos, quase sempre, eram se contrapondo às notícias sem fundamentos, os chamados “Fake News”, contra o governo Lula de 2003 a 2006. E eu era seguidor de Ricardo Noblat no Twitter (com quem tive o prazer de trabalhar e ouvir palestras na época de estudante de jornalismo), e ao ouvir um pio seu contra o governo Lula, respondi afirmando que “jornalistas não deveriam ser parciais”, independente do time que torce ou de agremiação política, a missão do jornalista era de investigar e noticiar à população, e não emitir palpites parciais. E ele me respondeu que não havia “imparcialidade jornalística”, que havia eram falta de grana para escrever bem o mal de políticos ou figuras públicas. Essa polemica, por não ter sido ignorada por Noblat, me rendeu 100 mil seguidores, uma vez que como autor de o Bodega Cultual tinha apenas 30 mil seguidores.

Hoje, claro, os tempos são outros, ninguém ganha popularidade nas redes agredindo ninguém, com ameaças, palavrões e linguagens chulas, dignas de primatas, sem nenhuma educação ou sinais de civilidade. Mas, fico pasmo ao ver gente famosa, com mais de 1 milhão de seguidores, respondendo internautas sem noção, que comentam simplesmente na intenção de provocar e gerar polêmicas indevidas, sem nada que possa acrescentar ou trazer o benefício do contraditório ou formar um pensamento crítico sobre a atual situação do Brasil.

Eu não respondo, podem criticar, ameaçar e me mandar para onde quiser, eu não dou a menor atenção a quem não merece, porque responder analfabetos políticos é dar vitrines para eles, sem fotos nem nomes que os identifiquem, apenas “fakes”.

 

 

 

 

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