Mariano Rajoy dissolve governo autônomo da Catalão

Primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, dissolve governo autônomo da Catalunha

Depois de uma semana de troca de ameaças, o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, anunciou na manhã deste sábado, em reunião extraordinária com seus ministros, que vai demitir todo o governo regional da Catalunha. Se tiver aval do Senado (onde o pacote de medidas hoje adotadas será votado na próxima sexta-feira), Madri pretende demitir o presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, o seu vice-presidente e todos os conselheiros que integram o governo autônomo

 

Catalão sendo agredido pela polícia Mariano Rajoy
Eleitor sendo atacado por policiais de Madri

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, anunciou na manhã deste sábado, em reunião extraordinária com seus ministros, que vai demitir todo o governo regional da Catalunha. Medida acontece após a região avançar com um referendo independentista considerado ilegal por Madri.

A Espanha justifica a aplicação da Constituição para assumir o controle da Catalunha, uma vez que considera que as decisões do governo autônomo regional “atentam gravemente” contra o interesse geral do país. 

O Senado espanhol precisa autorizar a medida.

Mariano Rajoy anunciou que, se o Senado assim o autorizar, o Governo espanhol assumirá o poder para dissolver o parlamento catalão. Madri terá depois seis meses para convocar  eleições autônomas antecipadas.

Da mesma forma, e assim que tiver aval do Senado (onde o pacote de medidas hoje adotadas será votado na próxima sexta-feira), Madri pretende demitir o presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, o seu vice-presidente e todos os conselheiros que integram o governo autônomo. 

É preciso entender que a Catalunha era um principado independente, com culturas, tradições e linguística próprias. Sofreu várias invasões por ser território pequeno e vulnerável. O império romano, após inúmeras tentativas de invasão sem sucesso ao território gaulês – Galícia – aproveitou e invadiu por mar a Catalunha. A Espanha não era um país, mas após a saída dos romanos anexou a Catalunha através de casamentos reais entre Castela e  Aragão, e depois com uso da força anexaram a Galícia e formaram o território espanhol, sendo que esses pequenos territórios são, de certa forma, considerados autônomos. Fato é que, mesmo a população tendo votado quase em sua totalidade pela independência, pouco pode fazer, tendo em vista que não existem forças militares para combates, restando a eles ações de guerrilhas como as do grupo ETA.

Com informações do 247

 

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