O hábito de ver TV e suas consequências

O hábito de ver TV e suas consequências

A comunicação sempre esteve presente em nossas vidas, desde os tempos mais remotos, e sempre foi muito ruidosa.

Mas, não se iludam, o poder de comunicar não é privilégio apenas da raça humana, mas de toda espécie viva na terra. Aos invertebrados e vertebrados foi dado o poder de comunicar, através de gestos, caretas, guinchos, cantos, símbolos, odores, assobios e sinais. O mundo se comunica entre as espécies desde que a vida surgiu na terra.

A comunicação humana começou desde a pré-história, em que os primeiros seres humanos começaram a se comunicar através de pinturas rupestres, gritos e de gestos. 

 

O estudo da Comunicação é amplo e sua aplicação é ainda maior. Para a Semiótica, o ato de comunicar é a materialização do pensamento em signos conhecidos pelas partes envolvidas. Estes símbolos são então transmitidos e reinterpretadas pelo receptor. 

É preciso considerar, para os estudos da comunicação, a evolução de seus períodos, como a comunicação corporal, a oral, a escrita, televisiva e por fim, a digital. Vários aspectos da comunicação têm sido objetos de estudos. Na Grécia Antiga, o estudo da retórica, a arte de discursar e persuadir era um assunto vital para os estudantes. No início do século XX vários especialistas começaram a estudar a comunicação como uma parte específica de suas disciplinas acadêmicas. A Comunicação começou a emergir como um campo acadêmico distinto em meados do século XX. Marshall McLuhan, Theodor Adorno e Paul Lazarsfeld foram alguns dos pioneiros na área.

O TRANSMISSOR E O RECEPTOR
Quando o homem conseguiu o poder da comunicação começou o domínio das massas.

Iniciou-se a partir do momento em que grande parte ficava encantada (receptores) com os discursos dos oradores eloquentes (transmissores). Eles tinham o poder de persuadir, fazer com que os receptores acreditassem em tudo que falavam. Daí começaram a colocar em prática o poder da manipulação. Manipulavam as pessoas que ouviam mais do que falavam, e obedeciam sem questionar, para lhes servir.

Depois foram criando meios para que essa comunicação chegasse aos receptores independente da distancia. Cansaram de falar ao berros.

Os comunicadores saiam correndo a pé de cidade em cidade para comunicar, por exemplo, uma invasão ou desastre natural. Quando domesticaram os cavalos essa tarefa ficou mais fácil.

Primeiro surgiu a comunicação escrita, depois impressa através da gráfica de Gutemberg, e depois a radiodifusora e televisiva.

Se no grito já era possível manipular, como mostra Abraão, imagine com os megafones, rádios e TV’s entrando na casa de todos que conseguiam comprar um receptor.

A IMPRENSA E SEU PODER DE MANIPULAR

A imprensa ‘ruidosa’ só foi possível pela invenção e refinamento das técnicas de fabricação de papel na China ao longo de vários séculos. Muito antes de Gutemberg, as inovações chinesas nas tintas, impressão xilográfica e impressão com caracteres móveis de argila, já tinham prestado a sua contribuição para a divulgação da palavra impressa, verificando-se assim um grande impacto pela fácil adaptação dos 26 caracteres do alfabeto latino a essa tecnologia.

As rápidas mudanças culturais na Europa do século XV estimularam uma crescente procura de documentos escritos mais baratos. Durante séculos os monges copistas garantiram a manutenção e a reprodução de textos sagrados, o mundo secular criou a sua própria versão de copista criando um novo posto de trabalho, mas apesar do crescente aumento, não conseguiam dar resposta à crescente procura comercial de livros.

Gutemberg pressentiu a necessidade de uma tecnologia que pudesse dar resposta a estes problemas, para tal, inventou a prensa de tipos móveis. Sua técnica consistia em esculpir na extremidade de uma haste de aço, letras, números e sinais ; posteriormente, golpeava-se estas hastes com um martelo contra um metal mais mole (ex.chumbo).

Com o advento do rádio a comunicação foi amplificada, imagine o receptor ouvindo e vendo, através de uma TV, um orador olhando para ele com mensagens subliminares, gestos, caras e bocas, o estrago que não faz à mente humana?

O hábito de ver TV e suas consequências danosas

A mídia tem o poder absoluto de construir e destruir mitos e heróis em segundos, e a mais poderosa das mídias é a televisiva. Por isso, eu me abstenho de ver televisão. Vejo documentários e filmes, mas me abstenho de ver noticiários e programas sem nexo. Além de destruir a capacidade de construir um pensamento crítico, o mal uso da televisão é apontado como causa de várias doenças, como: Distúrbio do déficit de atenção sem hiperatividade/Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDA),alzheimer, antecipar a puberdade nas meninas, miopia, causar os dois tipos de diabetes, transtornos do sono em geral, câncer e depressão

É comum nas residencias, bares, restaurantes, clínicas e lojas de eletroeletrônico as TV’s ligadas para manipular e não informar as pessoas que transitam incautas. 

Deliguem a TV e abram um livro, os hábitos escravizam, portanto, libertem-se.

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