O prenúncio de um golpe

O prenúncio de um golpe

Esta matéria foi produzida em junho de 2013 no site Canção Nova, e mostra claramente que os 0,20 centavos de aumento nas tarifas de transportes públicos foi a gota d’água nas muringas transbordando de notícias negativas da mídia homogênia. O povo vinha sendo alimentado de ódio desde o governo Lula. Não houve reação nenhuma do governo Dilma para pacificar a nação, que após a reação violenta da polícia de São Paulo contra os estudantes foi às ruas protestar e vandalizar, até chegar ao ponto que chegamos. Leiam:

Mais de 200 mil pessoas tomaram as ruas de diversas capitais do Brasil nesta segunda-feira, 17, na maior manifestação popular no país em mais de 20 anos, para reivindicar melhores serviços públicos, combate à corrupção e protestar contra os gastos com a Copa do Mundo de 2014.

Imagens de Arquivo

Com uma pauta de reivindicações difusa, a onda de protestos impulsionada pelas redes sociais, que inicialmente teve o aumento da tarifa de ônibus como alvo, também deu voz a críticas sobre a ação policial da semana passada, que terminou com dezenas de prisões e feridos, especialmente na capital paulista.

Apesar de a manifestação ter ocorrido de forma pacífica na maioria das cidades, no Rio de Janeiro a Assembleia Legislativa e alguns prédios históricos foram alvo de ataques e houve embates com policiais. Em Brasília, manifestantes invadiram a área externa do Congresso Nacional e a segurança do Palácio do Planalto foi reforçada.

A gigantesca onda de protestos em todo o país fez com que a presidente Dilma Rousseff se manifestasse por meio da ministra-chefe da Secretaria de Comunicação, Helena Chagas.

De acordo com a ministra, a presidente “considera que as manifestações pacíficas são legítimas e são próprias da democracia e que é próprio dos jovens se manifestar”.

Os protestos ganharam força e se disseminaram principalmente depois da quinta-feira passada, quando a manifestação em São Paulo tornou-se violenta e houve denúncias de abusos que teriam sido cometidos pela Polícia Militar.

Principais capitais

Nesta segunda-feira, a concentração dos manifestantes na capital paulista ocorreu no Largo da Batata, zona oeste do município. O contingente, estimado pela Polícia Militar em 65 mil pessoas, se dividiu tomando as direções da Avenida Paulista e da Marginal Pinheiros. Por volta das 22h, um grupo chegou ao Palácio do Governo, no bairro do Morumbi.

“Estamos aqui por causa da insatisfação com a corrupção e o mau uso do dinheiro público. Isso é uma revolta que devia ter acontecido há muito tempo”, disse um manifestante que se identificou apenas como Gustavo, de 34 anos, que estava enrolado em uma bandeira do Brasil.

Segundo declarações de manifestantes, o aumento da passagem foi apenas o episódio que deflagrou a onda de reivindicações.

“Isso é só o começo. Os protestos vão continuar até a Copa e, se não aceitarem nossas demandas, eles vão se intensificar”, disse o bancário Rafael, de 23 anos, que também não quis dizer seu sobrenome. “O preço da passagem foi a gota que fez o copo transbordar.”

Apesar de taxas de desemprego nas mínimas históricas, o país enfrenta a inflação rondando o teto da meta do governo e crescimento econômico tímido. As manifestações ganham corpo durante a realização da Copa das Confederações, teste final antes do Mundial de 2014 no Brasil, e pouco mais de um ano antes das eleições presidenciais.

Embora o clima da manifestação em São Paulo fosse pacífico, havia também aqueles que mostravam contrariedade com o protesto.

“A corrupção no Brasil é uma coisa de todos os dias. Eles vão protestar todos os dias?”, indagou uma mulher que se identificou como Cristina e que trabalha como caixa de um açougue. “Isso não muda nada. Muitos (dos manifestantes) são estudantes de classe média. Isso não é o povo.”

No Rio de Janeiro, alguns manifestantes entraram em conflito com a Polícia Militar em frente à Assembleia –um carro foi incendiado e prédios históricos foram depredados. Segundo a PM, cerca de 100 mil pessoas ocupavam o centro da capital fluminense.

“É triste, lamentável. As pessoas podem se manifestar, mas não têm o direito de destruir o patrimônio público e de agredir profissionais que estão em serviço”, afirmou o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Em Belo Horizonte, segundo estimativa da Polícia Militar mineira, de 20 mil a 30 mil pessoas se reuniram em protesto perto do Estádio do Mineirão, onde as seleções do Taiti e Nigéria se enfrentaram pela Copa das Confederações.

A manifestação ocorreu mesmo após o Tribunal de Justiça do Estado ter acatado ação cautelar, proposta pelo governo de Antonio Anastasia (PSDB), proibindo protestos que bloqueiem vias públicas, principalmente às do entorno do estádio. Houve confronto entre policiais e manifestantes.

Outros protestos ocorreram em Maceió, Salvador, Porto Alegre, Belém, Vitória e Curitiba.

Maior protesto em 20 anos

O Brasil não via protestos tão numerosos desde os realizados em 1992, quando a população foi às ruas para pedir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello.

Na capital paulista, esta é a quinta manifestação. A pauta de reclamações vem crescendo a cada dia desde a demanda inicial contra o aumento da tarifa do transporte público de 3 reais para 3,20 reais no início do mês.

Os protestos desta segunda-feira em São Paulo ocorriam de forma pacífica, num cenário diferente do visto até então. Depois de críticas a ação da polícia na manifestação de quinta-feira, o governo estadual proibiu o uso pela polícia de balas de borrachas e não enviou a Tropa de Choque para acompanhar o protesto.

A convocação para as manifestações tem sido feitas pelas redes sociais, especialmente pelo Facebook, site no qual mais de 265 mil pessoas afirmaram que estariam presentes no ato mais recente em São Paulo.

O MBL já convocou um novo protesto em São Paulo para esta terça-feira, desta vez na Praça da Sé.

 

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