Que tese científica explicaria este homem?

Acordo e estupefato me deparo com a pesquisa da DATAFOLHA, publicada hoje e já repercutindo nas redes sociais, mais logo estando nas manchetes de todo o mundo: Lula retorna aos mesmos índices de popularidade e rejeição que tinha quando se iniciou a Operação Lava Jato.

Eu nunca duvidei que seria assim, e mais, que Lula venha a se tornar uma figura maior entre os maiores da nossa História, afinal a História é justa, crítica e honesta, porque democrática, tem por resultante conceitual a média dos que a escrevem, de todos os matizes sociais e visões políticas, o que chega a cheirar a exatidão matemática.

Tiradentes foi execrado, depois ignorado. Calabar foi vil traidor. Zumbi dos Palmares foi reles terrorista. Conselheiro, simples fanático religioso… E hoje são exemplos, porque há e haverá sempre o resgate da razão, da justiça, do bom senso.

O que me surpreendeu e justificou o adjetivo estupefato, logo no início do artigo, foi o fator tempo, que a História exige, para investigar a biografia, analisar conjunturas, inserir variáveis, buscar antecedentes determinantes… E por isso é que as cabeças são coroadas ou jogadas nas latas de lixo depois de mortas e enterradas, a História é lenta para ser isenta.

Com Lula… Não. O tempo parece não existir ou, einsteinianamente, acelera-se.

Numa conjuntura ainda desfavorável, o pacote de maldades do golpismo só agora começa a mostrar os seus efeitos, tendo muito ainda a predar e desesperar, Lula tornou-se imbatível nas próximas eleições, vencendo no primeiro turno em quaisquer cenários, e ouso ir além: não há um brasileiro vivo capaz de vencê-lo.

Se quisermos uma eleição apertada, com decisão por poucos votos, que ressuscitem Getúlio Vargas ou Juscelino Kubitschek, porque qualquer outro mais não seria que coadjuvante, referência, o Bolsonaro ou Alkimin da hora.

Não sendo resgate histórico, porque não houve tempo para isso, Lula está vivo e se pronunciando, o que impede a ciência de vê-lo fixado e caracterizado, como uma peça de museu, pronta para estudos, só há uma explicação: Lula é tão grande que capaz de resgatar a si mesmo.

Sim, sou petista, admirador de Lula, mas neste momento falam mais alto em mim os números, os fatos, as variantes e variáveis, por dever de ofício.

Fosse outro, e não o Lula, ainda que seu adversário, nesta situação, por questão de coerência e rigor científico eu não estaria escrevendo diferente.

Lula, mais que se contrapor, ultrapassa os que o quiseram política e moralmente morto: a Rede Globo amarga quedas de audiência, chafurdando no descrédito nacional porque golpista, porta voz dos algozes do povo, e internacional, porque mergulhada na corrupção que atribuiu aos seus adversários e inimigos, tida como um partido político de viés fascista e não um órgão de informação e entretenimento.

O arremedo de juiz, simples ordenança de patrões no exterior, flagrado em episódio de venda de sentença, com robustas provas, um fraudador de documentos e manipulador de processos, protocolou pedido de licença por um ano, a título de fazer mais um curso em órgãos de espionagem internacional, fugindo das suas responsabilidades, das conseqüências dos seus atos, como um covarde vira latas enxotado da soleira da porta.

O principal caluniador de Lula e seu partido começa a amargar a trajetória do anonimato, de ode nunca deveria ter saído, sob suspeita do cometimento de todas as modalidades de crimes, onde se inclui homicídios, para morrer anestesiado em cocaína, na cela de uma prisão, tão logo a honestidade e a decência retornem a este país.

O partido opositor, por irresponsabilidade de ter sido entregue a um playboy sem princípios nem objetivos, salvo o de multiplicar a própria fortuna, e ter embarcado numa aventura golpista, míngua, buscando no populismo de animadores de auditório e políticos com discurso de “não sou político” a sua expressão, desacreditado pela massa pensante do país, porque reduzido a apêndice da quadrilha que nos infelicita.

Não bastaram as injúrias, as calúnias e a difamação; foram poucos os milhões de dólares, vindos do exterior, para financiar isso, comprando espaços na mídia e consciências de parlamentares de aluguel; inúteis as reuniões conspiratórias em embaixadas e consulados, com a presença de magistrado, político graduado, empresário bem sucedido, a secular corte que nos infelicita e explora.

Retornados os índices de rejeição, confiabilidade e intenção de votos para os patamares anteriores à Lava Jato, o pronunciamento foi feito: nós, brasileiros, majoritariamente afirmamos: a Lava Jato não existiu, foi uma fraude jurídica, uma pegadinha do capital, e se um dia cantamos “Lula-lá, nasce uma estrela”, hoje cantamos “Lula-lá, volta a nossa estrela, sem medo de ser feliz”.

Francisco Costa

Rio, 03/12/2017 – De seus perfil no Fscebook

Um comentário em “Que tese científica explicaria este homem?

  • 4 de dezembro de 2017 em 01:23
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    Neste trecho sobre Moro: “flagrado em episódio de venda de sentença, com robustas provas, um fraudador de documentos e manipulador de processos…” Francisco Costa se refere ao depoimento de Tacla Durán, ao que parece. Assisti às quase quatro horas de depoimento e em nenhum momento fiquei convencida das robustas provas. Ouvi uma pessoa de credibilidade duvidosa, que “afirmou” a existência das tais provas, mostrou fotos de conversas e “disse”que foram periciadas na Espanha… Insuficiente!! Talvez no livro que está a escrever, tudo se esclareça, ou talvez assistamos a mais uma queima de arquivo??

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